Caros,
Não estou mais trabalhando em Fortaleza.
Mas atendo pelo internet, com aulas à distância.
Entrem em contato pelo email teresapontocom@gmail.com ou pelo nome Skype teresapontocom!


sexta-feira, 19 de maio de 2017

English online for the Whole Wide World

Get prepared for IELTS and TOEFL from anywhere in the world

For some reason, my blog is very looked up in Russia, and also a little on the United States.

Thus I would like to offer my services to anyone in the world looking to prepare for IELTS or TOEFL examinations online. I offer private lessons via Skype or Messenger.


  • Private lessons by video call
  • Books published by the best English teaching centres in the world
  • Print material available in PDF
  • Prep classes for TOEFL, IELTS or any of the Cambridge exams
  • Classes fully in English (teacher also understands French and Spanish)
  • Payment via Paypal


I am a Brazilian teacher with over 10 years experience in English teaching, four of those preparing people for proficiency exams. I have a BA in Linguistics from a top university and hold two Cambrigde certificates, the CPE and the IELTS with a band 8 result.

Please contact me with any questions at:

teresapontocom@gmail.com
Skype: teresapontocom

Agora pela Internet! :)

Caros alunos, eu me mudei de Fortaleza, e estou de volta à minha cidade natal, Sorocaba, no interior de São Paulo. Foi uma pena não poder mais atender meus alunos em Fortal. Mas agora, dada a procura e a dispersão no mapa das pessoas precisando de preparação para IELTS, TOEFL e outros exames, eu modernizei a estação de trabalho aqui ;) e agora estou aberta a aulas à distância, online, pelo Skype.


  • Aulas particulares, por videoconferência
  • Inglês básico, intermediário ou avançado
  • Preparatórios para exames de proficiência
  • Curso personalizado
  • Acesso aos livros didáticos em PDF


Para fazer aulas para IELTS e TOEFL, ou para dar aquela melhorada crítica no inglês, entrem em contato pelo email ou Skype:

teresapontocom@gmail.com
Nome Skype: teresapontocom

segunda-feira, 20 de abril de 2015

"Atacar de autodidata" - escrita

Pensando bem, escrever em inglês não é tão difícil assim.

Ler é a atividade primária da vida acadêmica, mas passar a vida absorvendo informação não é muito útil para a sociedade. Para avançar o conhecimento científico, o pesquisador precisa escrever. E esta não é uma tarefa das mais fáceis. Como habilidade de língua estrangeira, também exige dedicação, tempo e paciência para desenvolver.

Tentar dominar o writing completamente como autodidata não é ideal. A escrita exige algum feedback. Afinal, como você vai poder se corrigir se não souber que errou? Por outro lado a escrita exige também, digamos, quilometragem. O exercício de construir as frases, de executar a coesão e a coerência do texto, mesmo que com erros, é importante para o desenvolvimento dessa habilidade tão difícil de obter. Por mais importante que seja o feedback na redação, a execução dos textos é ainda a parte mais importante dessa equação. Escrever mais é o segredo para escrever melhor. Aqui, quantidade (experiência) importa.

Na minha experiência, o conhecimento linguístico que se adquire no estudo de uma língua, seja ela uma estrangeira ou a materna, ajuda com a performance na(s) outra(s). Eu não quero dizer, por isto, que quem escreve em português não vai sentir dificuldade em escrever em inglês. Mas quem já tem o hábito de escrever em português tem problemas a menos pra resolver no momento que precisa criar um texto em língua estrangeira. Em contrapartida, se sua redação é ruim de verdade (o que não é motivo nenhum pra ter vergonha, escrever é um negócio muito difícil), a oportunidade que se oferece no momento de estudar o writing em inglês pode ser de grande ajuda na observação de detalhes técnicos da escrita sobre os quais você simplesmente nunca pensou em português.

O fato de que você precisa pensar ativamente sobre a maneira de conectar as orações (com o uso de pronomes e outros bichos) na língua estrangeira, coisa a que você nunca teve que dar muita atenção na língua materna, pode ser útil quando você for realizar a mesma tarefa em português. O mesmo sobre a pesquisa e a descoberta das linking words, ou conjunções, que em português pode parecer a coisa mais chata do mundo e em língua estrangeira se mostra a coisa mais indispensável. E com isto o estudante está iniciado na reflexão sobre coesão e coerência, que tanto professor de Português sofre para ensinar em sala de aula.

O tipo de texto que você tem que aprender a escrever importa. Uma mensagem --- como um email, um whatsapp ou um post num fórum --- é diferente de um artigo, que é diferente de um relatório, que é diferente de uma petição. Então, assim como é importante obter “quilometragem” em geral na escrita, é importante obtê-la no tipo específico de texto que você deve produzir. Foge do escopo deste post discutir os aspectos específicos de cada tipo de texto, mas você deve considerá-los enquanto se aperfeiçoa em cada tipo que tem que produzir.

Não se engane, escrever é uma atividade técnica, e como tal pode ser aprendida. Não se trata (inteiramente) de talento, mas de prática.

Pessoalmente, o meu writing foi revolucionado quando eu comecei a participar de um fórum gringo na Internet. O assunto do fórum aqui é irrelevante, arte, estilo de vida, tanto faz. A quantidade de texto em inglês que eu acabei produzindo lá é que foi crucial. Depois disso, polir meu estilo para poder usá-lo, por exemplo, como propaganda das minhas aulas de inglês, ou refletir sobre o uso formalíssimo da linguagem acadêmica foi mais fácil. Uma vez que se domina o básico, as variações são mais fáceis de aprender.

Então, escreva. Escreva muito. Escreva um blog, um diário, cartas. Escreva as coisas que você pensar, pequenos artigos ou histórias. E escreva em inglês. Comece me escrevendo uma mensagem me dizendo o que você achou desse post!

E lembre-se do segundo passo imprescindível do processo de aquisição da habilidade de escrita: reler o que você escreveu. Como processo de aprendizado, perfeccionismo é aceitável. Leia duas vezes logo depois que você escrever. Revisite o texto semanas mais tarde, ou meses mais tarde. Reescreva o que estiver ruim. Refaça a coisa toda. Mas escrever e esquecer do texto não avança o processo. Na falta de feedback de um professor, você precisa repensar a sua própria produção.

Espero, com essa série de posts sobre o estudo autodidata, ter ajudado um pouco, ou pelo menos encorajado, as pessoas que têm vontade de estudar mais inglês e que, por qualquer motivo, não o estejam fazendo em sala de aula. O importante é estar se aprimorando sempre, e sempre descobrindo novas maneiras de aprender, sozinho ou em parcerias.

“Atacar de autodidata” --- Introdução
A escrita

segunda-feira, 23 de março de 2015

"Atacar de autodidata" - leitura:intensive reading

Trabalhar intensamente com textos menores ajuda a aprender
linguagem específica da sua área de estudo.

Eu fiz uma série de posts sobre estudar inglês sozinho para fins acadêmicos para responder a duas perguntar parecidas que me foram enviadas há algum tempo. No último post eu escrevi sobre a diferença entre a leitura de entretenimento e a leitura acadêmica e sobre o papel fundamental da extensive reading no estudo autodidata de língua estrangeira. Neste post vamos conversar sobre o outro lado da moeda, a intensive reading, e seu papel no estudo de inglês com finalidade acadêmica, também conhecido como Inglês Instrumental.

Não importa em qual estágio de aprendizado você está, se começando a aprender a ler inglês ou com vários clássicos americanos under your belt, para fins acadêmicos, ao mesmo tempo que você pratica a extensive reading, você pode, como estudante autodidata, separar algumas horinhas da sua semana para disciplinadamente se dedicar a um tempinho de intensive reading.

Eu proponho o seguinte exercício: procure nas revistas acadêmicas especializadas artigos que te interessem, dando preferência para os mais curtinhos. (É imprescindível que os artigos sejam textos acadêmicos da sua área de estudo!) Geralmente, os artigos têm uma seção introdutória, nela, marque as palavras que te parecem ser as palavras-chave do texto, procure marcar de uma a duas dúzias de termos. Deixe de lado o artigo e faça uma pesquisa para entender o vocabulário que você selecionou, usando o dicionário, o Google, ou o Linguee, para termos mais técnicos. Procure deixar seu glossário organizado e à mão para futuras consultas, em outras sessões de instensive reading, quando você inevitavelmente esquecer o significado de algum termo.

Você pode traduzir o termo pesquisado ou não. Eu preferiria que você não traduzisse, mas que anotasse uma ou duas frases-exemplo, para ilustrar o significado das palavras. Se seu glossário for feito no computador, você pode deixar um link para o local onde encontrou a definição do termo, se precisar voltar lá. Mas lembre-se que você não precisa ser high-tech: se caderno e caneta forem seu estilo, não precisa complicar a coisa.

Por exemplo: Civil procedure --- body of laws that govern the rules followed by courts in civil matters.
Ex.1: The lawyer lost the cause for failing to observe civil procedural rules. Ex.2: It is the duty of the judge to make sure everyone follows the rules of civil procedure.

Uma vez que o vocabulário-chave do artigo tenha sido pesquisado, você pode voltar a ele. O próximo exercício pode ser útil tanto no aprendizado de leitura em língua estrangeira quanto para estudar melhor e manter o foco em textos difíceis: a cada parágrafo do texto, procure anotar em sua margem uma palavra ou expressão que resuma o objetivo ou o foco do parágrafo. No texto que eu acabei de produzir, por exemplo, os parágrafos teriam os labels: “intensive reading”; “vocabulary research”; “glossary”; “examples”; “follow-up exercise”. O próximo parágrafo levaria o labelcharacteristics of intensive reading”.

O que caracteriza o intensive reading é a realização de tarefas sobre um texto relativamente curto (em relação a um ensaio, um artigo é um texto curto) com o objetivo de expandir o vocabulário, o domínio de estruturas gramaticais ou a capacidade de interpretação de textos. Com essas características em mente, você pode propor-se diferentes exercícios em torno do texto. O importante é estar em contato com a linguagem específica da sua área de estudo e com a formalidade típica do texto acadêmico.

Como uma última dica para as sessões de intensive reading, eu não recomendo o uso de exercícios baseados em tradução. A tradução não é uma forma muito eficaz de aprender língua estrangeira, ela coloca problemas próprios que divergem do objetivo do estudante de língua estrangeira. Long story short, a tradução tem potencial para mais te atrapalhar do que ajudar na hora do estudo e da leitura.

Boa leitura, bons estudos e boas conquistas!

“Atacar de autodidata” --- Introdução
A leitura: intensive reading

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Atacar de autodidata" - leitura: extensive reading

A leitura "por esporte" em inglês é a melhor coisa que você pode fazer por você mesmo,
para avançar seu inglês estudando sozinho.

A habilidade de reading é a mais fácil de se obter sem a ajuda de um professor, assumindo que não haja problemas específicos com essa habilidade, como dislexia etc. Nesse caso a atuação de um professor preparado pode ser valiosíssima.

Para responder à questão das duas pessoas que me escreveram, eu gostaria de falar sobre leitura para fins acadêmicos. A leitura de entretenimento pode ser radicalmente diferente da leitura acadêmica. A diferença entre essas experiências de leitura se deve a duas variáveis: o tipo de texto e a finalidade da leitura.

O formalismo e a tecnicidade do texto acadêmico tornam a tarefa de leitura mais árdua, embora contribuam pra elementos importantes da ciência que o texto produz: exatidão e impessoalidade. Além disso, a informação que encontramos no texto acadêmico deve ser retida, assim a leitura tem que ser bem mais atenta, para perceber a linha de argumentação do autor, e a interferência de pausas (para anotação, reflexão etc.) e retomadas (voltar atrás no texto) é muito maior na leitura de estudo que na leitura de entretenimento. Finalmente, nem sempre o cientista que escreveu o texto é um bom escritor, o que dificulta as coisas pra todo mundo.

Ter em mente as dificuldades específicas da leitura acadêmica no momento que você se prepara para fazê-la em língua estrangeira é importante para evitar frustrações extremas, que podem resultar em desistência da tarefa. Estudar não é fácil e aprender língua estrangeira não é fácil: é preciso persistência para fazer os dois juntos. Considere, no entanto, que a língua franca universal é cada vez mais o inglês, e a produção científica cada vez mais produzida para uma comunidade global de pesquisadores. Não há, portanto, escapatória: se você quer ser um pesquisador sério, você vai ter que aprender a ler em inglês.

Existem duas abordagens de leitura que você deve considerar quando estiver trabalhando sozinho no seu reading: intensive reading e extensive reading.

Extensive Reading
Extensive reading é uma atividade que serve para botar “quilometragem” de leitura “under your belt”. Nela você vai trabalhar as estratégias gerais de leitura aplicadas à língua estrangeira escolhida, no nosso caso, inglês, e expor-se à língua por várias horas, de modo a se familiarizar com estruturas gramaticais, colocações idiomáticas, vocabulário etc.

Uma observação a respeito do seu nível de inglês torna-se necessária. Não importa realmente o seu nível de proficiência na língua: o hábito de leitura extensiva sempre vai ajudar. Mas é preciso adequar o texto a ser lido ao nível que o estudante é capaz de compreender.

  • Se seu inglês ainda é iniciante, grandes editoras e centros de pesquisa em ensino de inglês como língua estrangeira bolaram um tipo de livro chamado graded readers. Estes são livros adaptados a cada nível de aprendizado em inglês, com uma variedade menor de palavras no vocabulário e outros tipos de adaptação. Se seu inglês ainda não dá pra leitura técnica, este é um bom lugar pra começar.
  • Se seu nível já está mais avançadinho, mas a leitura técnica ainda está pedreira, fazer a extensive reading como um estudante de general English, i.e., usando literatura de entretenimento e arte, é uma boa opção. Talvez já seja o momento de ler os livros originais? (Só cuidado, especialmente aos amantes de literatura-arte, com os modernistas. William Faulkner pode fazer você querer arrancar os cabelos. Paul Auster, Jane Austen, Stephen King e as séries de fantasia como Harry Potter e The Lord of the Rings são todos boas pedidas, só vai depender do seu gosto. Experimente também On the Road e The Catcher in the Rye, dois dos meus clássicos americanos preferidos.)
  • Já se seu nível de inglês já está melhorzinho e a pressão pra ter uma boa performance em inglês acadêmico está mais forte, é uma boa ideia fazer a extensive reading o mais próximo possível da sua área de atuação. Você pode escolher livros da sua área que você não precise absorver para exames (as primeiras leituras em inglês podem ser demoradas e isso vai afetar a sua nota). Uma ótima estratégia é escolher um livro que você já conheça e ler a versão em inglês (o texto original de Getting to Yes, por exemplo, ou uma tradução inglesa de Freud). Procure optar por livros mais curtos, pequenos ensaios, do que grandes tratados, pra garantir alguma variedade na leitura ao longo do tempo. Você pode optar por fazer a extensive reading diretamente nos papers publicados recentemente nas revistas acadêmicas especializadas que você está acostumado a consultar.

Se ficção não faz a sua cabeça, e não faz a cabeça de muita gente, você pode ler qualquer coisa que chame sua atenção, desde que proporcione várias horas de leitura. Sugestões são as revistas The Economist e a Newsweek, livros de autoajuda, que você encontra aos montes na Amazon.com (a americana), livros de divulgação científica, de História, de Filosofia, o que for. Mas para aprender a ler, tem que ler e tem que ler bastante. Por isso é importante que você encontre um negócio que você curta ler.

A extensive reading deve seguir algumas regras. Em primeiro lugar, a leitura deve ser o mais fluida possível. Não pare para fazer anotações (também por isso não é bom aproveitar pra matar dois coelhos e usar os textos que você precisa estudar pra prova). Também não leia com o dicionário no colo. É importante dar mais atenção para o contexto que para cada palavrinha que você não compreender. Especialmente em inglês, que tem tanto vocabulário! Procure ignorar as palavras que você não conhece e ver se consegue apreender o significado do texto mesmo assim.

Eu costumo dizer aos meus alunos que existem apenas dois bons motivos para procurar uma palavra no dicionário: ou ela é uma palavra-chave no texto e sem ela você não tem como entender a passagem, ou você está curioso a respeito dela (ela tem “uma carinha” engraçada, ou você já viu ela antes etc.).

É importante ler de verdade, como se a língua estrangeira não fosse um empecilho, mas mais um meio de comunicação do qual você está aos poucos se apropriando. Tenha paciência e tente se divertir.

“Atacar de autodidata” --- Introdução
A leitura: extensive reading
A escrita

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

"Atacar de autodidata" - introdução

Quando não há professores por perto, é preciso aprender a se virar sozinho um pouco.

Essa semana que passou eu recebi duas mensagens com perguntas super parecidas, uma da minha prima e outra de um leitor do meu blog. Os dois queriam dicas a respeito de como estudar sozinho em casa para melhorar o inglês para a vida acadêmica.

A vida acadêmica resume-se principalmente a ler e escrever. As pesquisas são relatadas por escrito. Os estudiosos das ciências humanas trabalham quase que unicamente sobre textos. O estudo é um ciclo de análise, pela leitura, e síntese, pela escrita. Por isso eu vou falar um pouco de como o desenvolvimento dessas duas habilidades pode funcionar sem a ajuda de um professor.

Eu vou tentar responder as perguntas da Natália e do Wesley da melhor forma que eu puder. Se esta for também a sua dúvida, já #ficadica ;)

 "Atacar de autodidata" pode não ser eficaz pra um monte de gente, que simplesmente precisa da orientação de um professor. Mas pra um monte de outras pessoas, pode ser não só uma boa ideia, mas um momento importante do aprendizado, de reflexão mais longa sobre a língua.

Se o autodidata absorve um conteúdo menor que um estudante com orientação de professor? Eu diria que sim, mas há ressalvas importantes aqui. Primeiro, o professor tem um planejamento eficiente e sabe a progressão ótima do conteúdo de forma que cobre mais chão no mesmo tempo que o estudante autodidata leva pra aprender uma quantidade menor de conteúdo. Segundo, algumas habilidades que exigem feedback pra aperfeiçoar, como speaking ou pronúncia, podem sofrer com a ausência de um professor. 

Em contrapartida, as habilidades que exigem mais tempo pra se desenvolver têm no estudo autodidata uma oportunidade excelente. A leitura e, em alguma medida, a escrita podem ser praticadas sem interferências nesse período, levando a um salto de qualidade importante.

É importante anotar aqui que nem todas as abordagens são úteis para todas as pessoas. Se você sente que não dá conta de estudar inglês como autodidata, não se preocupe e procure orientação de um professor. Eu estou pensando nas minhas próprias dificuldades com matemática e educação física, e pensando nas maravilhas que orientação profissional de qualidade fez na segunda (eu não tive oportunidade de aperfeiçoar a primeira).

No entanto, se no momento você não tem como procurar um professor --- ou porque não cabe no orçamento, ou na agenda, ou porque você não achou um professor bacana, por exemplo, me escreveu e eu não tive horário para assumir suas aulas (acontece) --- experimente estudar como autodidata. Você pode se surpreender com suas próprias habilidades.

A resposta que eu preparei para a Natália e o Wesley ficou muito mesmo um pouco longa, por isso eu a transformei em uma série de posts e não em um só. Porque eu conheço um pouco o padrão de leitura online e sei que um post imenso não vai ser lido, e portanto não vai ser útil para ninguém. Eis a estrutura da série:

“Atacar de autodidata” --- Introdução
A leitura: extensive reading
A leitura: intensive reading
A escrita

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

IELTS: Academic vs. General Training

Seja seu objetivo Academic ou General Training, esteja bem preparado para o IELTS.

As pessoas geralmente decidem fazer o IELTS por um de dois motivos: fornecer prova de competência em inglês para candidatar-se a vagas em universidades estrangeiras --- principalmente as do Commonwealth, Austrália, Canadá, Inglaterra etc. ---, ou instruir dossiês de emigração para esses países. Dependendo, assim, do seu objetivo --- estudos ou emigração ---, você vai ter que escolher uma variedade da prova do IELTS: Academic ou General Training.

A variedade Academic destina-se a candidatos que pretendem estudar em uma instituição de ensino estrangeira, principalmente para cursos de graduação ou pós-graduação. Como o objetivo desses cursos é treinar o profissional ou o pesquisador acadêmico na área em questão, utilizando a língua inglesa --- e não ensinar inglês ---, as universidades exigem que os candidatos tenham um desempenho razoável em inglês.

As universidades estão principalmente preocupadas em saber se você é capaz de acompanhar o curso em inglês: se você vai conseguir ler os textos para estudar, entender as aulas que você vai assistir, escrever os trabalhos que você vai ter que entregar, expressar-se claramente para explicar pontos de vista e discutir tópicos abstratos. Enfim, tudo o que você faz na faculdade, mas em inglês. Essas necessidades linguísticas vão refletir-se no que é cobrado no IELTS Academic Training.

Já a variedade General Trainig destina-se a pessoas que pretendem emigrar para países como Inglaterra, Austrália ou Canadá. Geralmente, essas pessoas são jovens profissionais, com ou sem família, que pretendem viver para sempre, ou por um bom tempo, nesses países. Eles vão precisar trabalhar nesses lugares (em países como a Austrália e o Canadá, normalmente são recrutados profissionais especializados, como engenheiros e enfermeiros), lidar com o Estado de diferentes maneiras (pagamento de impostos, observância de leis, burocracia de documentos etc.), e fazer coisas práticas, como instalar a televisão nova superbacana que você comprou em Alberta, Canadá, usando um manual bilíngue em inglês e francês (se já é difícil em português!). Essas necessidades mais práticas e menos abstratas também vão se refletir na variedade específica para General Training do IELTS.

Na prática, o que muda para os dois tipos de exame são as provas de Reading e de Writing. As provas de Listening e de Speaking são as mesmas para as duas variedades. O tipo de texto que você vai ter que compreender na prova de Reading vai ser parecido com um texto de textbook universitário, no Academic, mais abstrato e de nível de leitura de faculdade, e, no General Training, serão textos mais objetivos, trechos de jornal e revistas, documentos oficiais, manuais de instrução, e também menos longos e com menor variedade de palavras.

Os tipos de texto que você vai ter que produzir, no Writing, também são diferentes e específicos para cada tipo de expectativa sobre o candidato do IELTS: acadêmico ou cidadão e profissional?

Você vai ser informado pela instituição (de ensino ou estatal) com a qual você está lidando sobre qual dos dois tipos de exame você tem que fazer. Na dúvida, se você está fazendo o IELTS por qualquer outro motivo que não seja entregar os resultados para algum tipo de avaliação e seleção específica, faça o Academic, pois você é um estudante de inglês. E, conforme o ditado, quem faz o mais --- texto mais complexos e longos --- faz o menos, textos objetivos.

Para qualquer que seja seu objetivo com o IELTS, preparação específica para o exame é fundamental. Prepare-se em Fortaleza com a teacher Teresa!