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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

"Atacar de autodidata" - introdução

Quando não há professores por perto, é preciso aprender a se virar sozinho um pouco.

Essa semana que passou eu recebi duas mensagens com perguntas super parecidas, uma da minha prima e outra de um leitor do meu blog. Os dois queriam dicas a respeito de como estudar sozinho em casa para melhorar o inglês para a vida acadêmica.

A vida acadêmica resume-se principalmente a ler e escrever. As pesquisas são relatadas por escrito. Os estudiosos das ciências humanas trabalham quase que unicamente sobre textos. O estudo é um ciclo de análise, pela leitura, e síntese, pela escrita. Por isso eu vou falar um pouco de como o desenvolvimento dessas duas habilidades pode funcionar sem a ajuda de um professor.

Eu vou tentar responder as perguntas da Natália e do Wesley da melhor forma que eu puder. Se esta for também a sua dúvida, já #ficadica ;)

 "Atacar de autodidata" pode não ser eficaz pra um monte de gente, que simplesmente precisa da orientação de um professor. Mas pra um monte de outras pessoas, pode ser não só uma boa ideia, mas um momento importante do aprendizado, de reflexão mais longa sobre a língua.

Se o autodidata absorve um conteúdo menor que um estudante com orientação de professor? Eu diria que sim, mas há ressalvas importantes aqui. Primeiro, o professor tem um planejamento eficiente e sabe a progressão ótima do conteúdo de forma que cobre mais chão no mesmo tempo que o estudante autodidata leva pra aprender uma quantidade menor de conteúdo. Segundo, algumas habilidades que exigem feedback pra aperfeiçoar, como speaking ou pronúncia, podem sofrer com a ausência de um professor. 

Em contrapartida, as habilidades que exigem mais tempo pra se desenvolver têm no estudo autodidata uma oportunidade excelente. A leitura e, em alguma medida, a escrita podem ser praticadas sem interferências nesse período, levando a um salto de qualidade importante.

É importante anotar aqui que nem todas as abordagens são úteis para todas as pessoas. Se você sente que não dá conta de estudar inglês como autodidata, não se preocupe e procure orientação de um professor. Eu estou pensando nas minhas próprias dificuldades com matemática e educação física, e pensando nas maravilhas que orientação profissional de qualidade fez na segunda (eu não tive oportunidade de aperfeiçoar a primeira).

No entanto, se no momento você não tem como procurar um professor --- ou porque não cabe no orçamento, ou na agenda, ou porque você não achou um professor bacana, por exemplo, me escreveu e eu não tive horário para assumir suas aulas (acontece) --- experimente estudar como autodidata. Você pode se surpreender com suas próprias habilidades.

A resposta que eu preparei para a Natália e o Wesley ficou muito mesmo um pouco longa, por isso eu a transformei em uma série de posts e não em um só. Porque eu conheço um pouco o padrão de leitura online e sei que um post imenso não vai ser lido, e portanto não vai ser útil para ninguém. Eis a estrutura da série:

“Atacar de autodidata” --- Introdução
A leitura: extensive reading
A leitura: intensive reading
A escrita